Investimento
Quanto custa um site para médico, item por item
Por Thiago Hilário · Atualizado em
A parte do custo que dá para conferir sozinho é pequena e pública: o domínio sai por R$ 40 por ano no registro.br, e a hospedagem de entrada sai por R$ 5,99 mensais no contrato de 48 meses pago adiantado, que renova a R$ 23,99, nas tabelas conferidas em 7 de outubro de 2026. Dá menos de R$ 400 por ano de infraestrutura, no desconto do primeiro contrato ou já na renovação.
O resto do orçamento é trabalho, e é aí que o mesmo pedido volta cotado em algumas centenas e em algumas dezenas de milhares. Quase toda tabela de preço de site publicada hoje é de quem vende o site, então ela serve de referência, não de régua. O número que decide é o que está escrito e separado no orçamento que você recebeu.
Os três custos que você confere sem pedir orçamento
Domínio: R$ 40 por ano
registro.br, conferido em 7 de outubro de 2026
É o endereço. O registro.br, que administra os domínios .br, cobra R$ 40 por ano e aceita pagamento de até dez anos de uma vez. Vale deixar a titularidade no seu nome, porque é dela que depende qualquer troca de fornecedor: o titular é identificado por CPF ou CNPJ, e quem opera o domínio no dia a dia entra como contato, que é outra coisa.
Hospedagem: R$ 5,99 por mês no contrato longo, R$ 23,99 na renovação
tabela pública da Hostinger Brasil, conferida em 7 de outubro de 2026
Os R$ 5,99 do plano de entrada valem no contrato de 48 meses pago adiantado, cobrado como R$ 287,52 de uma vez, e a mesma linha da tabela informa renovação a R$ 23,99 mensais. O plano seguinte anuncia R$ 10,99 e renova por R$ 38,99. Faça a conta pelo prazo que pretende ficar: cinco anos do plano de entrada dão R$ 575,40, que é o contrato de 48 meses mais os doze meses seguintes já na renovação.
Construtor por assinatura: R$ 15 a R$ 170 por mês
tabela pública do Wix Brasil, conferida em 7 de outubro de 2026
É o caminho de quem monta o site sozinho em cima de modelo pronto. Os quatro planos custam R$ 15, R$ 16, R$ 22 e R$ 170 mensais, e a própria tabela avisa que o valor é de assinatura anual paga integralmente na compra e sem impostos. Para site de consultório, a diferença entre os três primeiros é espaço e ferramenta de divulgação, não a aparência. Substitui a hospedagem, não o domínio.
Os valores são os anunciados no dia da conferência e mudam, principalmente os de hospedagem, que trabalham com desconto de primeiro contrato. Ao comparar, pergunte sempre pelo preço de renovação e monte a conta de cinco anos somando o contrato inicial ao período já renovado, que é onde o barato deixa de ser barato.
O que faz o orçamento subir
Quantas páginas, e quem escreve cada uma
Site de médico rende mais com uma página por motivo de busca: uma por procedimento ou queixa principal, mais a de contato e a de quem você é. Duas páginas custam menos que oito porque são seis textos a menos, e texto costuma ser a parte cara. Modelo pronto entrega o desenho das oito páginas e deixa as oito em branco.
Quem escreve: você, um redator comum ou alguém que conhece a norma
Texto sobre medicina tem limite legal, e quem não conhece o limite escreve o que depois precisa sair. É a diferença entre pagar uma vez e pagar duas. A conferência da norma é trabalho de revisão, e aparece no orçamento como revisão ou não aparece nunca.
Agenda e WhatsApp integrados
Botão de WhatsApp é barato e resolve a maioria dos consultórios. Agendamento online de verdade, que escreve na agenda da secretária, depende do sistema de gestão que você já usa e costuma ser o item que mais encarece. Pergunte se a integração é com o seu sistema ou se é uma agenda nova, paralela, que alguém vai ter de olhar.
Identidade visual, se ainda não existe
Site herda logo, cor e tipografia de algum lugar. Se esse lugar não existe, há dois caminhos: criar a identidade no projeto, que é outro serviço, ou sair com a aparência do modelo comprado. Os dois são defensáveis. Só um deles costuma estar no orçamento.
Manutenção depois do primeiro dia
Site é custo de construção uma vez e manutenção pequena e contínua: atualização da plataforma, certificado, backup, correção de link. Orçamento que não diz quem faz isso está deixando a tarefa para você ou para o esquecimento, e site esquecido sai do ar sem avisar.
Nenhum desses itens é luxo, e nenhum é obrigatório para todo consultório. Eles são a resposta para a pergunta que o preço esconde: o site vai existir para quem já sabe o seu nome, ou para ser encontrado por quem ainda não sabe. A primeira versão cabe em uma página. Quando faz sentido ter cada uma está em médico precisa de site?
O custo que só o site de médico tem
Site de médico é peça de publicidade médica, e a Resolução CFM 2.336/2023 trata disso em dois lugares. O art. 4º lista o que a peça precisa ter: nome, número de registro nos CRMs onde você exerce a medicina acompanhado da palavra MÉDICO e a especialidade ou área de atuação, quando registrada no CRM, seguida do número do RQE, quando houver. O art. 6º diz onde isso tem de aparecer em site, blog e rede social: na página principal. O item 6 do Manual de Publicidade Médica da Codame repete a exigência nomeando blog e site pessoal, e para clínica o art. 5º pede mais, o nome do estabelecimento com o registro no CRM e o nome do diretor técnico-médico com o CRM dele. A norma não manda pôr isso num ponto específico da página, e o rodapé da home é onde costuma caber. O que ela não aceita é a identificação viver só numa página interna.
O segundo ponto é a tabela de preços, que todo fornecedor oferece como seção pronta. O item 8.4 do Manual de Publicidade Médica da Codame permite divulgar valor e forma de pagamento da consulta, desde que não configure pacote nem consórcio, e diz na sequência que os valores de procedimentos não devem ir em anúncio. Modelo genérico de site de saúde chega com o campo de preço em cada procedimento, e esse campo precisa ficar vazio. O conjunto do que pode e do que não pode está em publicidade médica e a norma do CFM.
Um cenário hipotético, montado aqui para ilustrar o tipo de coisa que a Bravum encontra: o consultório compra um site de modelo pronto, bem desenhado, e ele vai para o ar com a galeria de resultados que vinha no modelo, a tabela de preços por procedimento preenchida e nenhuma identificação na página inicial. O desenho está certo. O que precisa ser revisto é o conteúdo, página por página, e revisão de conteúdo que não estava no orçamento vira trabalho extra depois.
Por isso a pergunta sobre revisão da norma vale dinheiro na hora de comparar dois orçamentos parecidos. Quem não a menciona não está necessariamente mais barato, está cobrando menos por um serviço menor.
Seis perguntas para fazer antes de aprovar
- O domínio e a hospedagem ficam registrados em nome de quem, com qual e-mail de recuperação.
- Quantas páginas, nomeadas uma por uma, e quem escreve o texto de cada uma.
- O que acontece se eu quiser trocar de fornecedor: eu levo o site ou levo só o domínio.
- Quem mantém a plataforma atualizada depois da entrega, e por quanto.
- A revisão da norma de publicidade médica está incluída, e quem a faz.
- O que é cobrado uma vez e o que é cobrado todo mês, em duas listas separadas.
A primeira é a que mais dá dor de cabeça depois. Domínio registrado no e-mail do fornecedor transforma qualquer troca em negociação, e é um dos critérios da lista de como escolher uma agência de marketing médico.
Onde o site entra na conta do mês
Site é gasto de construção mais manutenção, não mensalidade de divulgação. Ele raramente traz paciente sozinho: quem traz costuma ser a ficha do Google, o perfil, o anúncio e a indicação, e o site é onde essas visitas decidem. Manter as duas linhas separadas no orçamento, construção de um lado e divulgação do outro, evita a troca mais comum, que é gastar em site o dinheiro que faria o consultório aparecer.
A régua da parte recorrente, que é outra conta, está em quanto custa o marketing de um consultório médico.
Perguntas frequentes sobre o preço de um site para médico
Quanto custa um site para médico?
A infraestrutura é pública e barata: o domínio .br custa R$ 40 por ano no registro.br e a hospedagem de entrada sai por R$ 5,99 mensais no contrato de 48 meses pago adiantado, com renovação a R$ 23,99 mensais, nas tabelas conferidas em 7 de outubro de 2026. Nos dois casos a infraestrutura fica abaixo de R$ 400 por ano. O que varia é o trabalho de construção, que depende do número de páginas, de quem escreve o texto e de haver ou não integração com a agenda. Quase toda tabela de preço publicada nesse mercado é de quem vende o site, então ela serve de referência e não de régua: o que decide é o que está discriminado no orçamento.
Qual o custo mensal de manter um site de consultório?
Hospedagem mais domínio, e depois manutenção. A hospedagem de entrada é anunciada a R$ 5,99 por mês no contrato de 48 meses pago adiantado, cobrado como R$ 287,52 de uma vez, e a própria tabela informa renovação a R$ 23,99 mensais, conferida em 7 de outubro de 2026. Cinco anos nesses termos somam R$ 575,40, somando o contrato inicial aos doze meses já renovados. O domínio é R$ 40 por ano, quando o plano não o inclui. Quem monta sozinho em construtor por assinatura paga entre R$ 15 e R$ 170 mensais, conforme o plano, em assinatura anual paga integralmente e sem impostos. Fora isso, há manutenção da plataforma, certificado e backup, que alguém precisa fazer.
Vale mais a pena fazer o site no Wix ou contratar alguém?
Depende de quem escreve. Construtor por assinatura resolve o desenho e a publicação a partir de R$ 15 mensais, em assinatura anual paga integralmente e sem impostos, e deixa o texto com você. Se o site existe para ser encontrado por quem ainda não conhece o seu nome, o texto é o serviço, e é a parte que precisa ter responsável e preço definidos no projeto. Se ele existe só para dar endereço e telefone a quem já te procura, o construtor dá conta.
Site de médico tem exigência que outro site não tem?
Tem. O art. 6º da Resolução CFM 2.336/2023 determina que as informações do art. 4º fiquem na página principal, e o art. 4º pede nome, número de registro nos CRMs onde o médico exerce a medicina acompanhado da palavra MÉDICO e a especialidade ou área de atuação, quando registrada no CRM, com o número do RQE quando houver. Em clínica, o art. 5º pede também o nome do estabelecimento com o registro no CRM e o nome do diretor técnico-médico com o CRM dele. O item 8.4 do Manual de Publicidade Médica permite divulgar valor e forma de pagamento da consulta, desde que não caracterize pacotes ou consórcios, e afasta dos anúncios os valores de procedimentos. Modelo genérico de site de saúde costuma vir com campo de preço por procedimento e galeria de resultados, e os dois precisam ser tratados.
O domínio do site precisa estar no meu nome?
Não é exigência de norma, é recomendação de quem já viu troca de fornecedor dar errado, e é a pergunta mais barata de fazer e a mais cara de descobrir depois. No registro.br o titular é identificado por CPF ou CNPJ e é distinto dos contatos administrativos, então o fornecedor pode operar o domínio sem ser o dono dele. Vale deixar a titularidade no seu CPF ou no CNPJ do consultório, com o acesso e a recuperação de senha sob o seu controle.
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