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Marketing para ginecologista: a paciente pesquisa sozinha antes de te procurar
Por Thiago Hilário · Atualizado em
Ginecologia e obstetrícia têm uma característica que muda toda a estratégia: o assunto é íntimo. A pessoa pesquisa em silêncio, demora a marcar e escolhe pelo grau de confiança que sentiu antes de entrar na sala. Comunicação genérica de saúde da mulher não constrói essa confiança, e conteúdo de estética íntima constrói a confiança errada.
O que funciona aqui é mais simples e mais difícil: falar dos assuntos que ela não comenta com ninguém, com a naturalidade de quem trata disso todo dia.
Três coisas que definem a especialidade
A pesquisa acontece em privado
Sangramento fora de época, dor na relação, suspeita de endometriose e dúvida sobre anticoncepcional são pesquisados sozinha, muitas vezes à noite e quase nunca comentados com alguém. Conteúdo que nomeia o sintoma com clareza é o que faz a pessoa se reconhecer e perceber que aquilo tem consulta, e não só convivência.
O conteúdo precisa acolher antes de explicar
Em nenhuma outra especialidade o constrangimento pesa tanto na demora em procurar ajuda. O tom da comunicação faz parte do tratamento: quem se sente julgada no perfil não marca consulta. Explicar sem alarmar e sem infantilizar é o que diferencia a comunicação que funciona da que só informa.
A indicação continua sendo a força principal
Ginecologia é das especialidades mais movidas por indicação entre amigas e familiares, e a busca no Google costuma entrar depois: a pessoa recebe o nome e vai conferir quem você é. Se não encontra nada, a indicação esfria. O trabalho digital aqui é sustentar a indicação, não substituí-la.
O sigilo é mais restritivo aqui do que a norma já é
A Resolução CFM 2.336/2023 vale igual para todas as especialidades, mas em ginecologia o dano de um deslize é maior, porque a informação exposta é de outra ordem. Os cuidados que tratamos como inegociáveis:
- Nunca usar caso de paciente, mesmo anonimizado, se houver qualquer chance de identificação em cidade pequena
- Tratar depoimento com cuidado redobrado aqui: a norma permite o relato sóbrio, mas nesta especialidade publicar isso já sinaliza quem é paciente de quê
- Evitar imagem clínica de área íntima, ainda que com fins educativos: o risco de exposição não compensa o ganho
- Não responder dúvida clínica individual em comentário ou mensagem, o que substitui consulta e cria vínculo sem avaliação
- Cuidado redobrado ao responder avaliação no Google, porque confirmar que a pessoa é sua paciente já quebra o sigilo
O último ponto tem página própria, porque é onde mais se erra de boa-fé: como um médico responde a uma avaliação negativa no Google.
Obstetrícia é outro público dentro do mesmo consultório
Quem busca pré-natal decide rápido, decide junto com o companheiro e costuma escolher por indicação e por disponibilidade de plantão. Já quem busca ginecologia clínica decide sozinha e devagar. Tratar os dois com o mesmo conteúdo faz o perfil parecer de todo mundo e de ninguém. Na prática, é escolher qual dos dois puxa a comunicação e deixar o outro como complemento.
Onde começar
Como a busca aqui costuma ser a conferência de uma indicação, o primeiro trabalho é garantir que a conferência dê certo: ficha do Google completa, avaliações recentes e um perfil que responda quem você é. A base está em como um médico aparece no Google Maps da própria cidade e a ordem completa em como divulgar um consultório médico.
É a sequência do Método CORE: medir onde você está, arrumar a base que recebe a paciente e só então acelerar.
Uma ginecologia por cidade
Não atendemos a mesma especialidade na mesma cidade. Consulte a disponibilidade da sua antes de pedir proposta.
A cidade aparece antes disso, na própria busca da paciente: ela procura por especialidade e por lugar, quase nunca por nome — ginecologista em Boa Viagem é como a pesquisa costuma sair em Recife. Quem responde é o bloco de mapa, e o que decide a ordem está em agência de marketing médico em Recife.
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