Investimento

Quanto custa o marketing de um consultório médico

É a pergunta que quase nenhuma agência responde no site, e a que todo médico faz nos primeiros dois minutos de conversa. A resposta curta existe: o mercado de marketing médico trabalha entre 2% e 5% do faturamento do consultório.

Para um consultório que fatura R$ 60 mil por mês, isso põe o serviço entre R$ 1.200 e R$ 3.000 mensais. Abaixo dessa faixa costuma faltar gente trabalhando na sua conta. Acima dela, o serviço só se justifica se o ticket for alto o bastante para devolver o valor com poucos pacientes a mais.

Por que a conta é uma porcentagem, e não um preço de tabela

Marketing não é um produto com peso e medida, é um custo de aquisição. Ele só faz sentido medido contra o que traz de volta. Por isso a régua é proporcional ao faturamento: o mesmo trabalho que é caro para quem fatura R$ 20 mil é barato para quem fatura R$ 150 mil, e o esforço para colocar os dois na primeira página é parecido.

Quem cobra tabela fixa sem perguntar o seu faturamento está vendendo pacote, não resultado. E pacote barato costuma significar uma pessoa cuidando de quarenta contas ao mesmo tempo.

Honorário e mídia são duas contas diferentes

O honorário remunera quem faz o trabalho: estratégia, produção, gestão da ficha, do perfil e dos anúncios. A verba de mídia é outro valor, vai direto para o Google e para o Meta, e nenhuma parte dela fica com a agência.

Confundir as duas é o erro mais comum na hora de comparar propostas. Uma proposta de R$ 2.000 com mídia inclusa e outra de R$ 2.000 mais mídia não são a mesma oferta, e a primeira normalmente tem menos verba anunciando do que parece. Pergunte sempre quanto do valor vai para a plataforma.

O que faz o número subir ou descer

O ticket da especialidade

Uma consulta de R$ 250 e um procedimento de R$ 4.000 não sustentam o mesmo investimento. Quanto maior o valor do que você entrega, mais o serviço se paga com pouca gente a mais na agenda, e mais faz sentido investir.

A cidade e quem já está lá

Disputar a primeira página em uma capital com trinta colegas anunciando custa mais do que em uma cidade onde ninguém preencheu a ficha do Google. Não é o honorário que muda tanto, é a verba de mídia necessária para aparecer.

De onde você está partindo

Quem já tem site, ficha preenchida e perfil ativo começa do meio do caminho. Quem não tem nada paga também a construção, que é custo de uma vez só e costuma pesar nos primeiros meses.

Quantos canais entram

Só a ficha do Google custa uma fração do que custa ficha, perfil, site e anúncio rodando juntos. Nem todo consultório precisa de tudo ao mesmo tempo, e começar por menos canais é uma forma legítima de caber no orçamento.

Se a secretária entra na conta

Metade dos pacientes que o marketing traz se perde no atendimento do WhatsApp. Treinar quem responde é a parte mais barata do serviço e costuma ser a que devolve dinheiro mais rápido.

A conta que diz se está caro

Existe uma pergunta que resolve a dúvida melhor do que qualquer comparação de proposta: quantos pacientes a mais por mês pagam esse valor?

Com a consulta particular a R$ 450, sete consultas a mais no mês somam R$ 3.150. Se o serviço custa R$ 3.000, o ponto de equilíbrio é esse: sete pessoas. Não setenta. A partir da oitava, o marketing passou a dar lucro, e o resto do ano trabalha a seu favor.

Faça a conta com o seu número antes de decidir. Ela também funciona ao contrário: se o seu ticket é baixo demais para que essa conta feche, o problema a resolver primeiro é o preço da consulta e o mix de procedimentos, não a agência. O caminho para mudar esse mix está em como atrair pacientes particulares.

O que preço nenhum compra

Existe uma lista de coisas que ninguém entrega, por mais que se pague, e que aparecem em proposta com frequência:

  • Posição garantida no Google, que nenhuma agência controla
  • Número fechado de pacientes por mês, que depende da sua agenda e do seu preço
  • Resultado no primeiro mês, quando ficha, site e anúncio ainda estão sendo construídos
  • Depoimento de paciente como prova, proibido pela Resolução CFM 2.336/2023

Promessa de resultado costuma custar caro duas vezes, na mensalidade e no risco ético. Vale conhecer o que a Resolução CFM 2.336/2023 permite e proíbe antes de aprovar qualquer peça que alguém escreva no seu nome.

Como a Bravum chega ao valor

Antes de falar de preço, medimos onde você está: a posição do consultório na busca da sua especialidade na cidade, o estado da ficha do Google, o perfil, o site e o que os colegas do seu bairro estão fazendo. Esse levantamento é a primeira etapa do Método CORE e sai antes de qualquer proposta.

Só depois disso o valor faz sentido, porque aí ele é discutido contra o seu ticket, a sua praça e o tamanho do buraco que existe hoje. Atendemos uma especialidade por região, então a conversa também depende de a sua já estar ocupada ou não.

Quer saber quanto faria sentido investir no seu caso, a partir do seu ticket e da sua praça?

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