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Site para otorrino: consulta e cirurgia em páginas separadas
Por Thiago Hilário · Atualizado em
O que decide se você precisa de site, e o que qualquer site de médico precisa ter, está em médico precisa de site? Esta página assume que a resposta já foi sim e trata só do que muda para o otorrinolaringologista.
A diferença central é que a mesma pessoa que busca "dor de ouvido" nunca é a mesma que busca "cirurgia de septo", mesmo quando as duas acabam no seu consultório. Um site que trata as duas buscas como a mesma coisa perde a segunda.
Consulta de sintoma e cirurgia eletiva são páginas diferentes
Dor de ouvido, sinusite aguda e rouquidão levam a uma consulta de volume, decidida rápido e muitas vezes por convênio. Rinoplastia funcional, septoplastia e amigdalectomia levam a uma decisão de outro tipo: a pessoa pesquisa, compara e demora, porque está decidindo sobre cirurgia particular. Tratar as duas na mesma página de "serviços" faz a segunda buscar informação em outro lugar.
Amígdala: a cirurgia que os pais pesquisam primeiro
Amigdalite de repetição é a porta de entrada mais comum para a busca por amigdalectomia, quase sempre puxada pelos pais de uma criança. A página que explica quando a cirurgia entra em pauta, e quando o quadro ainda resolve sem operar, fala com quem está decidindo por outra pessoa.
Septo: a cirurgia que confunde com estética
Desvio de septo trava a respiração antes de incomodar a aparência, e é isso que a página precisa deixar claro logo de cara. Quem chega buscando "respirar melhor" e encontra uma página cheia de linguagem de resultado estético desconfia, com razão.
Sinusite: o sintoma que já rodou vários tratamentos antes de chegar à cirurgia
Quem pesquisa cirurgia de sinusite já passou por antibiótico, spray e alguma frustração. Uma página que reconhece esse histórico, e explica quando a cirurgia endoscópica entra como próximo passo, converte melhor do que uma que trata o assunto como primeira opção.
Rinoplastia funcional: função primeiro, estética depois
A busca por rinoplastia mistura quem quer respirar melhor com quem quer mudar a aparência do nariz. Uma página de otorrino que fala de rinoplastia funcional ganha ao ser explícita sobre isso: o objetivo é a via aérea, o resultado estético é consequência, não o argumento de venda.
O público infantil chega pelos pais, não pela criança
Amigdalite recorrente, otite de repetição e ronco com pausa na respiração à noite são as três queixas que mais levam pais a procurar um otorrino para o filho. Quem lê a página não é quem sente o sintoma, e a pergunta que ela faz é "isso é normal no meu filho" antes de qualquer outra coisa.
Uma página dedicada a esse público, com os sinais de alerta que justificam procurar avaliação, resolve mais decisão do que misturar esse conteúdo com o restante do site voltado a adulto.
Identificação e sigilo, em cada página
O art. 4º da Resolução CFM 2.336/2023 exige nome, CRM com a palavra MÉDICO e a especialidade com o RQE em toda peça de publicidade, e site é peça de publicidade como qualquer outra. A página de septo e a página infantil carregam a identificação completa do mesmo jeito que a home.
O formulário de agendamento é onde mais se erra por descuido. Campo de texto livre pedindo "descreva o sintoma" faz a família escrever, num formulário sem sigilo real, o motivo que deveria chegar só na consulta. O art. 78 da Resolução CFM 2.217/2018, o Código de Ética Médica, veda ao médico deixar de orientar seus auxiliares a respeitar o sigilo profissional e de zelar para que o mantenham, e vale igual para quem monta o site. Nome, telefone e melhor horário de contato bastam para marcar a consulta.
Preço: consulta sim, cirurgia não
O art. 9º, inciso VI, da Resolução CFM 2.336/2023 permite informar o valor da consulta e as formas de pagamento no site. Amigdalectomia, septoplastia e rinoplastia funcional são procedimentos, e o inciso VII do mesmo artigo só autoriza dizer que o valor pode ser acordado entre as partes antes do atendimento e da execução. O item 8.4 do Manual de Publicidade Médica fecha a regra: valores de procedimento não devem ir para anúncio publicitário. A página explica a cirurgia sem precificar ela, que é exatamente o que está em médico pode divulgar o valor da consulta?.
Perguntas frequentes sobre site para otorrino
O site de um otorrino precisa separar consulta de cirurgia?
É a mudança que mais rende. Dor de ouvido e sinusite levam a uma consulta de volume, decidida rápido. Septoplastia, amigdalectomia e rinoplastia funcional levam a uma decisão de cirurgia particular, pesquisada com calma. Uma página só de "serviços" fala fraco com a segunda.
Pode divulgar o valor de uma septoplastia ou amigdalectomia no site?
Não em anúncio. O art. 9º, inciso VII, da Resolução CFM 2.336/2023 só autoriza informar que o valor do procedimento pode ser acordado entre as partes antes do atendimento, e o item 8.4 do Manual de Publicidade Médica diz que valor de procedimento não deve ir para anúncio publicitário. O valor da consulta, esse pode, pelo inciso VI.
Rinoplastia funcional é a mesma coisa que rinoplastia estética para efeito de site?
Não, e vale deixar isso explícito na própria página. A funcional tem como objetivo a via aérea, e o resultado estético é consequência, não o argumento central. Confundir os dois na comunicação atrai o público errado e gera expectativa que não é a proposta do procedimento.
Como montar uma página para pais que buscam otorrino para o filho?
Falando com quem decide, não com quem sente o sintoma. Amigdalite recorrente, otite e ronco com pausa na respiração são as três queixas mais comuns que levam um pai a procurar avaliação, e uma página dedicada a esses sinais de alerta resolve mais dúvida do que misturar esse conteúdo com o restante do site.
O formulário de agendamento pode pedir para descrever o sintoma?
Não é recomendado. O art. 78 do Código de Ética Médica (Resolução CFM 2.217/2018) veda ao médico deixar de orientar seus auxiliares a zelar pelo sigilo profissional, e um campo de texto livre no site expõe esse dado antes da consulta. Nome, telefone e melhor horário de contato bastam para agendar.
Resolução CFM 2.336/2023, Manual de Publicidade Médica do CFM e Resolução CFM 2.217/2018 (Código de Ética Médica) lidos no texto integral em 25 de setembro de 2026. O resto da norma, do preço ao antes e depois, está em marketing médico: o que pode e o que não pode.
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