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O que a Resolução CFM 2.336/2023 permite e proíbe
A Resolução CFM nº 2.336/2023 está em vigor desde 11 de março de 2024 e substituiu a 1.974/2011. É ela que define o que um médico pode comunicar sobre o próprio trabalho, e a diferença entre as duas normas explica boa parte da confusão que ainda circula em consultório.
O resumo prático: a norma nova ampliou o que se pode mostrar e manteve firme o que protege o paciente da promessa. Quem trabalha pela regra antiga perde espaço à toa; quem ignora a regra atual se expõe.
O que pode
Antes e depois com caráter educativo
Foi liberado pela 2.336/2023, que substituiu a resolução anterior. É o ponto que mais gera dúvida, porque a norma antiga proibia e muita gente ainda trabalha pela regra vencida. O que sustenta o uso é o caráter educativo: explicar o procedimento, o contexto e as limitações, sem transformar a imagem em promessa.
Conteúdo educativo em qualquer formato
Post, vídeo, live e texto explicando condições, procedimentos e cuidados. É o território mais seguro e também o mais desperdiçado, porque exige do médico dizer o que para ele é óbvio e para o paciente não é.
Mostrar a estrutura e os equipamentos
O consultório, a sala de procedimento e os aparelhos podem aparecer. Ajuda o paciente a saber o que vai encontrar, o que reduz a insegurança antes da primeira consulta.
Construir autoridade pela formação
Título de especialista, RQE, filiação a sociedades, congressos e publicações podem e devem ser comunicados. É o caminho que a norma abre para se diferenciar sem apelar.
O que não pode
Depoimento de paciente
Proibido, e a autorização por escrito do paciente não muda isso. É o erro mais caro que vemos, porque a agência propõe de boa-fé, o médico assina e a exposição fica com quem tem registro no conselho.
Prometer ou garantir resultado
Vale para qualquer especialidade e para qualquer formato, inclusive a legenda que promete satisfação. Resultado se ilustra e se contextualiza, nunca se garante.
Sensacionalismo e indução a consumo desnecessário
Entra aqui a comunicação que cria urgência artificial ou vende procedimento como item de desejo. É a fronteira que separa divulgação de autoridade da estética de influenciador.
Os dois erros que se repetem
Eles andam em direções opostas e costumam conviver no mesmo consultório. O primeiro é deixar de publicar antes e depois educativo achando que continua proibido, o que joga fora o material que melhor explica um procedimento. O segundo é achar que a autorização do paciente libera o depoimento, o que não acontece em nenhuma hipótese.
Esta página resume a leitura prática que usamos no dia a dia com médicos, e não substitui a consulta ao texto da resolução nem a orientação do seu conselho regional.
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