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Google Ads para médicos: quando vale a pena e quando é dinheiro queimado

O anúncio de busca aparece para quem está procurando agora, acima do mapa e dos resultados. É o canal mais rápido do marketing médico, e por isso mesmo é onde mais se queima dinheiro: velocidade sem critério só acelera o desperdício.

Esta página é para quem decide, não para quem vai operar a ferramenta. A pergunta certa não é como configurar campanha, é se o seu caso justifica uma.

As três condições para valer a pena

A demanda é espontânea

Anúncio de busca funciona quando o paciente procura sozinho pelo problema: dermatologista, suor nas mãos, consulta particular da especialidade. Especialidade que vive de encaminhamento de outros médicos não tem o que capturar na busca, e o anúncio queima verba sem retorno.

O ticket devolve o clique

O clique em busca médica competitiva custa caro, e o que fecha a conta é o valor da consulta e do procedimento. Ticket alto paga o anúncio com um paciente; ticket baixo precisa de volume que o orçamento pequeno não compra.

A base está pronta para receber

O anúncio leva a pessoa até você, e o que ela encontra decide o resto: ficha do Google preenchida, avaliações recentes, um destino claro para clicar e alguém respondendo rápido no WhatsApp. Anunciar antes de arrumar a casa é pagar para mostrar o problema.

Quanto custa, e de onde sai

A verba de anúncio vai inteira para o Google e é uma conta separada do honorário de quem gerencia a campanha. Propostas que misturam as duas escondem quanto está de fato anunciando, e essa separação é o primeiro filtro para comparar orçamentos: a diferença está explicada em quanto custa o marketing de um consultório médico.

Sobre o tamanho da verba, a régua honesta é começar pequeno e medir: o suficiente para aparecer nas buscas da especialidade na sua cidade por um mês diz mais que qualquer projeção. Quem promete número de pacientes antes de medir está chutando com o seu dinheiro.

Os erros que consomem a verba

  • Anunciar para a palavra da profissão em vez da palavra do paciente, pagando por clique de estudante e de colega
  • Mandar o clique para a home do site ou para o perfil do Instagram, em vez de uma página que leva ao agendamento
  • Deixar a campanha rodando sem gestão, acumulando termos irrelevantes que consomem a verba em silêncio
  • Prometer resultado no texto do anúncio, que o Google aprova e a norma médica não
  • Medir clique e impressão em vez de conversa iniciada e consulta marcada

Anúncio compete com o mapa, e o mapa é de graça

Na mesma tela do anúncio aparece o bloco de mapa com três consultórios, nota e avaliações. Muito paciente pula o anúncio e escolhe ali. Antes de pagar por clique, vale conferir se você está disputando o espaço gratuito da mesma página: como um médico aparece no Google Maps da própria cidade.

No Método CORE, anúncio é a terceira etapa, nunca a primeira. Primeiro medimos onde você está e arrumamos a base que recebe o clique; só então faz sentido acelerar. Anunciar é multiplicar, e multiplicar zero dá zero.

Quer saber se o seu caso justifica anúncio, e com que verba faria sentido começar?

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