Marketing médico no Instagram: o que funciona e o que só dá trabalho
Antes de pisar na sua sala, o paciente passa pelo seu Instagram. Olha a foto, lê a bio, desce alguns posts e decide ali se chama no WhatsApp ou se volta para a lista do Google. O perfil não é vitrine de carreira, é a etapa da consulta que acontece antes da consulta.
A boa notícia é que o jogo não é de volume nem de estética de influenciador. É de clareza: quem você atende, o que resolve, como chegar até você.
O que o perfil precisa responder em dez segundos
Três perguntas, nesta ordem: que especialidade é essa, essa pessoa atende gente como eu, e como eu marco. A resposta mora na bio, na foto e nos destaques, não no feed. Bio que lista títulos e não diz a cidade nem o caminho do agendamento perde o paciente que já estava decidido.
O feed responde a quarta pergunta, que é se dá para confiar. Conteúdo educativo constante é o que constrói essa resposta, e é também o território mais seguro da norma: explicar condição, procedimento e cuidado é permitido em qualquer formato.
Os cinco erros que mais vemos em perfil de médico
Tratar o perfil como diário do congresso
Foto de palestra, certificado e selfie de jaleco falam com colegas, não com quem sente o sintoma. O paciente quer saber se você resolve o problema dele e como é ser atendido por você, e decide isso em segundos.
Publicar em rajada e sumir
Doze posts em uma semana e três meses de silêncio rendem menos que um post por semana durante um ano. Constância pesa mais que volume, para o algoritmo e para quem visita o perfil e olha a data da última publicação.
Falar difícil
O paciente não busca hiperidrose, busca suor demais na mão. Legenda escrita na língua do consultório informa o colega e perde o paciente. A tradução do termo técnico para a queixa é o trabalho editorial mais valioso do perfil.
Achar que sem aparecer em vídeo não dá
Dá. Vídeo acelera, mas não é pré-requisito, e muito médico trava o perfil inteiro esperando a coragem de gravar. Carrossel bem escrito, foto de estrutura e conteúdo educativo em texto sustentam um perfil forte sem rosto em vídeo.
Medir curtida em vez de conversa
O número que importa não aparece no post: é quanta gente saiu do perfil para o WhatsApp e quantas dessas conversas viraram consulta. Perfil pequeno com dez conversas por semana vale mais que perfil grande que não gera nenhuma.
O limite que o Instagram não avisa
A plataforma aceita o que a profissão proíbe. Depoimento de paciente em story, print de conversa agradecendo, promessa de resultado na legenda e sorteio de procedimento passam pelo Instagram e não passam pela Resolução CFM 2.336/2023. A responsabilidade é de quem tem registro, não da plataforma nem da agência.
O mapa completo do que pode e do que não pode está em o que a Resolução CFM 2.336/2023 permite e proíbe, incluindo o antes e depois educativo, que foi liberado e quase ninguém usa.
Instagram sozinho não fecha a conta
O perfil gera a conversa, e a conversa acontece no WhatsApp. Se quem responde demora ou improvisa, o investimento no conteúdo vaza no último metro: é o tema de por que a secretária perde pacientes no WhatsApp.
E o Instagram atende quem já chegou até você. Quem está com o sintoma agora pesquisa no Google e decide no mapa, um canal que funciona por regras completamente diferentes: como um médico aparece no Google Maps da própria cidade. Os dois juntos cobrem os dois momentos do paciente, e é assim que o Método CORE organiza o trabalho.
Quer que a gente olhe o seu perfil e diga o que mudar primeiro?
Pedir a análise no WhatsApp